Ministério Público de Pernambuco afirma não haver provas de lavagem de dinheiro nas contas de Gusttavo Lima

Parecer aponta insuficiência de evidências e fragilidade nas acusações contra o cantor sertanejo

O Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) declarou, na terça-feira (08), que não encontrou evidências de ilegalidade nas transações financeiras do cantor Gusttavo Lima. O parecer aponta falta de provas sólidas para as acusações de lavagem de dinheiro, feitas pela Polícia Civil de Pernambuco no indiciamento do cantor, relacionado a jogos ilegais e organização criminosa.

Foto: Redes Sociais

A investigação inclui dois pagamentos elevados, de R$ 4.947.400,00 e R$ 4.819.200,00, feitos pela empresa HSF Entretenimento à Balada Eventos e Produções Ltda., de propriedade de Gusttavo Lima, além da compra de uma aeronave Cessna 560XLS. Documentos de contratos e distratos relacionados à compra foram apresentados, e o MP-PE avalia que esses elementos são insuficientes para comprovar qualquer ilegalidade.

Outro ponto analisado foi a apreensão de valores em espécie — R$ 112.309, 1.005 dólares, 5.720 euros e 5.925 libras — no cofre da empresa de Lima, montante que o MP-PE argumenta não constituir prova de origem ilícita. Segundo o desembargador que revogou a prisão preventiva do cantor, a decisão anterior da Justiça carecia de fundamentação capaz de comprovar “materialidade e autoria dos crimes”.

A defesa do cantor afirmou que o parecer do MP-PE reforça a inocência de Lima e de suas empresas em relação às acusações de lavagem de dinheiro e envolvimento com atividades ilícitas. Em sua declaração, Lima ressaltou que todas as transações foram formalizadas e têm respaldo em contratos e extratos bancários, enviados para comprovar que o valor encontrado provém de saques da empresa Balada Eventos. O parecer do MP-PE aguarda manifestação da Justiça.