Desde a última sexta-feira (11), cerca de 900 mil clientes permaneceram sem energia elétrica na capital paulista e na Grande São Paulo após uma tempestade repentina com ventos fortes atingirem a região. Segundo a Enel, a supervisão responsável pelo fornecimento de energia, o evento extremo climático provocou o desligamento de várias linhas de alta tensão e subestações, afetando principalmente as zonas oeste e sul da cidade, além de áreas metropolitanas.

Os moradores sem luz estão há quase 40 horas, e a situação tem gerado uma série de reclamações. O número de 900 mil corresponde a pontos de instalação, o que significa que o total de pessoas impactadas pode ser muito maior, considerando que em cada residência podem viver várias pessoas. Nos canais de atendimento da Enel, os clientes relatam frustração com prazos longos e inconsistentes para o restabelecimento da energia, com algumas projeções retroativas ou para dados distantes, como segunda-feira (14).
Na capital, os bairros mais atingidos incluem Jabaquara, Ipiranga, Santo Amaro e Vila Mariana, entre outros. Cidades como São Bernardo do Campo, Cotia e Taboão da Serra também estão entre as mais afetadas. Além da falta de energia, a região metropolitana sofre com desabastecimento de água, já que há uma interrupção no fornecimento de energia afetando diretamente a distribuição de água. A Sabesp orientou os moradores a economizar a água guardada nas caixas residenciais.
Em nota, a Enel afirmou “estar trabalhando dia e noite para restabelecer o serviço”, tendo mobilizado equipes de outros estados para acelerar o processo. No entanto, em alguns casos, a expedição explicou que os danos são graves e interrompeu a interrupção de trechos inteiros da rede elétrica, o que aumenta a complexidade e o tempo necessário para a solução.
“Em alguns casos, o trabalho para restabelecer a energia é mais complexo, pois envolve a reconstrução de trechos inteiros da rede.”




