Na noite de quarta-feira (13), a Praça dos Três Poderes em Brasília foi palco de um atentado que envolveu explosões de um carro e de um homem, ocorridas por volta das 19h30 nas proximidades do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e do estacionamento Anexo IV da Câmara dos Deputados. Em resposta ao incidente, nesta quinta-feira (14), a segurança na área foi reforçada com a instalação de gradis ao redor do STF e de outros prédios na praça, visando prevenir novos episódios de violência.

Após as explosões, os ministros do STF foram retirados às pressas, e o acesso à Praça dos Três Poderes foi restrito. Em adição ao isolamento, as forças de segurança aumentaram o efetivo nos Palácios do Planalto, Alvorada e Jaburu. A Polícia Civil do Distrito Federal realizou a perícia no local, enquanto a Polícia Federal anunciou a abertura de um inquérito para apurar o ocorrido.
Durante a madrugada e manhã desta quinta-feira, varreduras foram programadas para verificar a existência de artefatos explosivos nos prédios do Congresso, incluindo uma inspeção minuciosa nas áreas do STF. Em função das medidas de segurança, o expediente foi suspenso até o meio-dia em todos os prédios, com nova avaliação ao longo da manhã.
O veículo que explodiu, um Kia Shuma, estava carregado com fogos de artifício e pertencia a Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, chaveiro e ex-candidato a vereador pelo Partido Liberal em Rio do Sul (SC). Francisco, conhecido como “Tiu França”, fez postagens em redes sociais antes do incidente, sugerindo intenções ligadas ao ataque, e morreu na explosão.
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