Gabriela de Mendonça Camargos Dalvi, estudante de 17 anos e moradora de Linhares, Espírito Santo, perdeu a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no domingo (03). Gabriela e seu pai ficaram presos no elevador do prédio onde moram, no 12º andar, quando ocorreu uma queda de energia. Apesar de a faculdade onde faria a prova estar a apenas cinco minutos de distância, a estudante ficou impossibilitada de chegar ao local a tempo.

“Eu estava saindo de casa 12h17 para poder ir para a faculdade Anhanguera aqui em Linhares, que seria o meu local de prova. Nesse momento eu entrei no elevador com meu pai e, quando estava chegando no subsolo, o elevador parou por conta da queda de energia”, explicou a estudante.
Ela, que almeja uma vaga em medicina, descreveu a angústia que sentiu enquanto aguardava o retorno da eletricidade.
“Voltou a energia era por volta de 12h57 a 12h58. Da minha casa à faculdade dá uns cinco minutos de distância, mas eu saí com antecedência. Infelizmente isso aconteceu e eu fiquei muito arrasada, porque ninguém imaginou”.
O pai da estudante, Gustavo Paraiso Dalvi, disse que eles ficaram cerca de 40 minutos presos no elevador.
A energia foi restabelecida por volta das 12h57, mas já era tarde para Gabriela chegar a tempo ao exame, que começaria às 13h. Gustavo Paraiso Dalvi, pai da estudante, relatou que ambos ficaram presos por aproximadamente 40 minutos.
“Ela está no terceiro ano e perdeu a prova. Ficou arrasada e triste. Saímos com antecedência, com tranquilidade, e nunca imaginava que iria acabar a energia. O local da prova fica a cinco minutinhos de casa”, afirmou Gustavo.
Em meio ao calor e ao desespero, Gabriela sentiu a frustração de ver interrompido um sonho pelo qual se preparava desde o nono ano. Ela pretende participar da segunda etapa do Enem, marcada para o próximo domingo (10), e buscará uma oportunidade de reaplicação da prova perdida.
“Além do desespero de estar chegando 13h e eu perder o Enem, eu fiquei lá também muito angustiada, porque estava muito calor. Para mim foi horrível, porque estou me preparando não só agora: desde o nono ano eu presto o Enem e me preparo para a prova, porque é meu sonho a Federal, e isso acontece justo na vez que é para valer”, relata.




