O Brasil enfrenta um desafio financeiro significativo com o alto custo de pessoal no setor militar, especialmente com o pagamento de aposentadorias e pensões para servidores militares e seus familiares. Em 2023, as pensões para familiares custaram à União R$ 26,6 bilhões, e outros R$ 32,2 bilhões foram destinados a militares inativos e reformados. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), as despesas com pessoal militar cresceram de R$ 31,8 bilhões em 2014 para R$ 58,8 bilhões em 2023, totalizando R$ 43,9 bilhões entre janeiro e setembro de 2024.

Enquanto 78% do orçamento militar do Brasil é destinado a pessoal, nos Estados Unidos esse percentual é de 22%, segundo dados da Peter G. Peterson Foundation. O quadro de aproximadamente 800 mil indivíduos ligados ao Ministério da Defesa brasileiro inclui militares da ativa, inativos e pensionistas. Em 2024, o orçamento de R$ 77,4 bilhões é dividido entre ativos (33,5%), inativos (32,7%) e pensionistas (27,7%).
A média de rendimentos varia entre R$ 6.300 para militares da ativa, R$ 8.000 para pensionistas e R$ 13.233 para inativos, refletindo desigualdades internas e reforçando a necessidade de uma reforma da Previdência Militar. Segundo o Ministério da Defesa, os custos elevados de pessoal são justificados pela necessidade de defesa nacional, mas especialistas apontam a urgência de ajustes para o equilíbrio fiscal.




