O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a prisão imediata do radialista Roque Saldanha após ele publicar um vídeo segurando a tornozeleira eletrônica que deveria estar utilizando. Na gravação, divulgada na última terça-feira (26), Saldanha faz ataques ao magistrado, a quem chama de “vagabundo” e “safado”, e desrespeita o sistema judicial.

Segundo o jornal Correio Braziliense, a decisão foi tomada após Moraes identificar irregularidades no uso da tornozeleira eletrônica entre abril e outubro deste ano. Saldanha, apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já é considerado foragido pelas autoridades. Ele foi alvo da Operação Lesa Pátria em 2023, ficando preso por 10 dias na ocasião.
No vídeo, Saldanha, que se autodenomina membro da “bancada da bala”, insultou o ministro e relatou ter danificado a tornozeleira. Ele alegou problemas de saúde relacionados ao uso do equipamento, mas atacou o Estado Democrático de Direito em declarações vulgares.
“O senhor está sabendo que eu não posso usar isso mais (a tornozeleira), porque minha perna ‘tava’ toda ‘comida’, tem fotos e vídeos protocolados no processo (sic). Estado Democrático de Direito do c* do senhor, da ‘caçapa do seu c*, entendeu. Pega essa tornozeleira e abre seu c* e enfia lá dentro, rapaz. Eu sou homem. Se você quiser conversar só eu e o senhor, (só) nós dois juntos”, afirmou, em tom ofensivo.
Além disso, o radialista insinuou que delegados da Polícia Federal estariam agindo em favor do STF.
“Esses delegados têm que tomar vergonha na cara, porque ficam trabalhando em prol de bandido do STF”, declarou.
Saldanha também negou ter participado dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. “Nem em Brasília no 8 de janeiro eu estava, rapaz”, alegou no vídeo.
“O senhor é safado, porque ‘tava’ vendendo sentenças para políticos (em seu apartamento). A diferença é que eu sou homem e você é safado, pilantra, rapaz. Nem em Brasília no 8 de janeiro eu estava, rapaz”, disse Roque Saldanha .
Saldanha não é formado em jornalismo, apesar de se intitular jornalista investigativo.




