Um relatório técnico elaborado em 2020 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já indicava que a ponte sobre o Rio Tocantins, localizada na divisa entre os estados do Maranhão e Tocantins, apresentava condições estruturais precárias antes de seu colapso.

De acordo com o documento, incluído no processo de licitação de maio de 2024 para restauração da ponte, foram identificados problemas como fissuras no vão principal e em outras partes da estrutura, falhas de concretagem, inclinação visível de pilares, armaduras expostas e corroídas, além de erosão em diversos pontos.
A inspeção realizada em 20 de julho de 2020 classificou a estabilidade da ponte como “nível 2 – Sofrível” e sua conservação como “nível 1 – Precária”, os piores índices da escala do próprio DNIT, que varia de 1 (grave insuficiência estrutural) a 5 (estrutura em boas condições).
Apesar das condições críticas, o órgão informou que a nota atribuída não indicava necessidade de interdição imediata, mas servia como subsídio para priorizar intervenções. O edital da licitação previa ações amplas de restauração, mas, em novembro de 2024, o DNIT informou que nenhuma empresa foi contratada devido ao não preenchimento de requisitos.
A ponte passou por serviços de manutenção entre novembro de 2021 e novembro de 2023, segundo o DNIT. Contudo, o colapso expõe a urgência de ações preventivas em estruturas com histórico de desgaste, como apontado pelo relatório.




