Alicia Dudy Muller Veiga, de 25 anos, ex-aluna da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que foi condenada pelo desvio de quase R$ 1 milhão da comissão de formatura, conseguiu o registro profissional como médica e já aparece como ativa no Conselho Federal de Medicina (CFM).

Segundo membros da comissão de formação, o valor desviado foi arrecadado ao longo de quatro anos para custear a cerimônia de conclusão do curso. A inscrição de Alicia no Conselho Regional de Medicina (CRM) foi oficializada em 26 de dezembro de 2024, porém, não há informações sobre sua especialidade ou área de atuação.
O caso ocorreu no final de 2021, quando, na posição de presidente da comissão de formação, Alicia transferiu o montante para uma conta pessoal sem a autorização dos demais membros do grupo. Na época, ela justificou a ação alegando que uma empresa contratada para organizar a formatura não estava prestando um serviço adequado e que, por isso, optou por aplicar o dinheiro em uma corretora, onde alegou ter sido vítima de um golpe.
A versão apresentada pelo jovem não convenceu as autoridades. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Civil denunciaram por estelionato em oito graças. A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia e, em julho de 2023, a 7ª Vara Criminal condenou Alicia a cinco anos de prisão em regime semiaberto.
Além da pena, a sentença determinou que o ex-estudante pague uma indenização às vítimas no mesmo valor do prejuízo causado.




