A Lei da Ficha Limpa impediu a candidatura de 6.829 políticos inelegíveis entre 2016 e 2024, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante esse período, o Brasil realizou três eleições municipais e duas estaduais e federais, sendo que a disputa de 2020 registrou o maior número de candidaturas barradas: 2.382, a maioria para cargos de vereador.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030, defendeu publicamente a revogação da Lei da Ficha Limpa, argumentando que a norma é utilizada para perseguir políticos de direita. Deputados aliados apresentaram projetos na Câmara para modificar a legislação, incluindo uma proposta que reduziria o período de inelegibilidade de oito para dois anos, o que poderia beneficiar diretamente Bolsonaro.
Segundo informações do Metrópoles, nas eleições municipais de 2024, o TSE registrou 463,3 mil candidaturas e 1.968 foram barradas pela Lei da Ficha Limpa. Entre os impedidos estavam:
1.736 candidatos a vereador
187 candidatos a prefeito
45 candidatos a vice-prefeito
A Lei da Ficha Limpa foi aprovada em 2010 e ampliou as regras de inelegibilidade, impedindo políticos condenados por órgãos colegiados ou com rejeição de contas públicas de concorrerem a cargos eletivos por oito anos.




