Mulher viajou 384 km e usou disfarce para entregar chocolate envenenado no MA, diz polícia

Crime chocou Imperatriz; filho de 7 anos morreu após consumir doce, e mãe e filha seguem internadas em estado grave.

Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, percorreu 384 km entre Santa Inês e Imperatriz, no Maranhão, para executar um plano que terminou em tragédia durante a Páscoa. Segundo informações da Polícia Civil, ela se hospedou com identidade falsa, usou peruca e óculos para se disfarçar e comprou um ovo de Páscoa, supostamente envenenado, entregue depois à família de Mirian Lira.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

De acordo com a polícia, Jordélia apresentou crachás falsos e encenou uma falsa degustação de trufas próximo ao local de trabalho de Mirian. Após o envio do presente, ela retornou para Santa Inês. Em seguida, a suspeita foi presa com diversos objetos que ligam ao crime, incluindo perucas, bilhetes de ônibus e restos de chocolate.

O delegado Manoel Almeida informou que a principal motivação seria ciúmes, pois Mirian namora o ex-companheiro de Jordélia. A mulher confessou ter comprado o ovo de Páscoa, mas nega o envenenamento. A perícia ainda analisa o chocolate recolhido e amostras de sangue das vítimas.

Após consumirem o chocolate, o filho de Mirian, de apenas 7 anos, morreu. Mirian e sua filha estão internadas em estado grave. Segundo o delegado, o ovo foi entregue acompanhado de um bilhete assinado “com amor”. Após o consumo, Mirian ainda recebeu uma ligação anônima confirmando o recebimento do presente.

O laudo toxicológico dos produtos e das vítimas deve ficar pronto em até dez dias, conforme informações da polícia.

Prisão preventiva decretada

A Justiça do Maranhão decretou, nesta sexta-feira (18), a prisão preventiva de Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, suspeita de envenenar três pessoas de uma mesma família com um ovo de Páscoa. A ação terminou com a m0rte de uma criança de sete anos e a hospitalização da mãe e da irmã do menino, ambas em estado grave. A suspeita será transferida para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Antes de ser presa, Jordélia teria se passado por uma mulher trans3xual e utilizado documentos falsos para se hospedar em um hotel.