Estados Unidos investigam Brasil e outros 59 países por suspeita de ‘práticas comerciais desleais ligadas a trabalho forçado’

Autoridades americanas querem verificar se produtos fabricados com trabalho forçado estão entrando no mercado dos EUA.

Imagem: reprodução/ Molly Riley / White House

Os Estados Unidos anunciaram que estão investigando cerca de 60 países, entre eles o Brasil, por suspeitas de práticas comerciais consideradas desleais. A apuração foi divulgada na quinta-feira (12) e está sendo conduzida pelo escritório do representante de Comércio dos Estados Unidos.

Segundo as autoridades americanas, o objetivo da investigação é verificar se produtos fabricados com uso de trabalho forçado estão sendo importados para o território norte-americano. Caso irregularidades sejam identificadas, medidas comerciais poderão ser adotadas para restringir a entrada desses produtos no país.

De acordo com o representante para o comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciativa busca proteger trabalhadores e empresas americanas de concorrência considerada injusta. Conforme explicou, produtores estrangeiros podem estar se beneficiando de custos artificialmente reduzidos.

“Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram obrigadas a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida pelo flagelo do trabalho forçado”, disse Greer.

A investigação faz parte de uma série de ações adotadas pelos Estados Unidos para reforçar o controle sobre cadeias produtivas internacionais. Além disso, o governo americano tem intensificado medidas voltadas à fiscalização de práticas comerciais e trabalhistas no comércio global.