Ministério da Saúde alerta para fake news sobre vacina da gripe e reforça eficácia do imunizante

Pasta afirma que informações que associam vacina ao aumento do risco de gripe são falsas e destaca importância da imunização para prevenir casos graves e mortes.

Foto: Agência Brasil

O Ministério da Saúde alertou nesta quarta-feira (1º) para a circulação de mensagens falsas nas redes sociais sobre a vacina contra a gripe. Segundo a pasta, conteúdos sem base científica afirmam que o imunizante aumentaria o risco de contrair a doença, o que foi classificado como desinformação.

“Publicações afirmam, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria gripe. A informação é falsa”, destacou o ministério em nota.

De acordo com o órgão federal, a vacina contra a gripe produzida pelo Instituto Butantan possui eficácia comprovada na redução de hospitalizações e mortes, principalmente entre os públicos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades.

O imunizante disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a Influenza trivalente, indicada para prevenir complicações, internações e óbitos provocados pelo vírus. O Ministério da Saúde reforçou que a vacina segue recomendações internacionais e é pré-qualificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O imunizante é recomendado pelo Ministério da Saúde, pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue as orientações internacionais. Tanto a OMS quanto a agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), recomendam o uso de vacinas trivalentes”, informou a pasta.

O ministério esclareceu que a vacina é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, o que impede que o imunizante provoque a gripe.

“Logo, é falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção”, afirma.

A pasta também explicou que a circulação mais intensa do vírus influenza ocorre durante o outono e o inverno, período em que também aumentam casos de outras doenças respiratórias, como covid-19, rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e parainfluenza. Essa coincidência pode levar à falsa impressão de que a vacina não funcionou.

Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou”, esclarece o ministério.

“Na prática, a imunização reduz a chance de desenvolver sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e morte”, acrescenta.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no último sábado (28) e segue até o dia 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Podem receber a vacina os grupos prioritários, como idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, profissionais da saúde, professores, pessoas com doenças crônicas, pessoas com deficiência, forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo.

Dados recentes apontam que mais de 2,3 milhões de doses já foram distribuídas em todo o país desde o início da mobilização.

O Ministério da Saúde destacou ainda que a vacina é atualizada anualmente conforme orientações da OMS, acompanhando as cepas com maior circulação.

O órgão também informou que reforçou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, identificado com frequência em países da América do Norte, como Estados Unidos e Canadá. No Brasil, até o momento, foram registrados quatro casos da variante.

As análises são conduzidas por instituições de referência, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Adolfo Lutz, seguindo protocolos de monitoramento de síndromes gripais e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

“A vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, ela salva vidas. Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes”, reforçou o ministério.

“Não espalhe desinformação. Confira sempre em sites de fontes oficiais, como do Ministérios da Saúde e da OMS, antes de repassar fake news”, alerta a pasta.