
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (8) que segue monitorando o cenário internacional envolvendo o hantavírus, mas descartou risco elevado de disseminação global da doença. A avaliação acompanha o entendimento mais recente da Organização Mundial da Saúde.
Segundo a pasta, a cepa identificada em passageiros de um cruzeiro investigado na América do Sul não foi detectada no Brasil. O governo destacou ainda que o genótipo Andes, relacionado aos casos analisados, nunca foi registrado em território nacional.
De acordo com o ministério, os nove genótipos de Orthohantavírus encontrados em roedores silvestres no Brasil possuem outro perfil epidemiológico e, até hoje, os casos confirmados no país não apresentaram transmissão entre pessoas.
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A pasta também descartou qualquer relação entre o episódio internacional e os dois casos confirmados recentemente no Paraná.
Dados oficiais apontam que o Brasil registrou 35 casos da doença em 2025. Neste ano, já foram contabilizadas sete ocorrências, incluindo os casos confirmados nesta semana.
O hantavírus causa uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pelo contato com secreções de roedores silvestres infectados, como urina, saliva e fezes. A hantavirose integra a lista de doenças de notificação compulsória no Brasil há mais de 20 anos.


