
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (7) que o surto de Ebola na República Democrática do Congo permanece em expansão e ainda não apresenta sinais de estabilização. Segundo a entidade, a circulação da população entre diferentes regiões tem contribuído para a disseminação da doença.
De acordo com os dados mais recentes, o país já confirmou 1.561 casos da doença, incluindo 506 mortes. O atual surto é considerado o mais grave já registrado da cepa Bundibugyo do vírus Ebola, para a qual ainda não existe tratamento ou cura comprovados.
Em entrevista por videoconferência a partir de Bunia, cidade localizada no epicentro da epidemia, a representante da OMS no Congo, Anne Ancia, afirmou que o cenário continua preocupante.
“Infelizmente, ainda está na fase de expansão. Gostaríamos de dizer que a situação está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos afirmar isso.”
A médica destacou que os centros de tratamento enfrentam elevada taxa de ocupação, com algumas unidades operando próximo do limite da capacidade, o que dificulta a resposta ao avanço da doença.
Outro fator que preocupa as autoridades sanitárias é o deslocamento de pessoas infectadas. Segundo Anne Ancia, trabalhadores que adoecem na cidade mineradora de Mongbwalu têm deixado a região em busca de atendimento em outras localidades, favorecendo a propagação do vírus.
“Os deslocamentos populacionais, a insegurança persistente e a fragilidade do sistema de saúde continuam a complicar os esforços para controlar o surto.”
A OMS segue monitorando a evolução da epidemia e reforça a necessidade de ampliar as medidas de vigilância, atendimento e controle para conter o avanço da doença no país.


