
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga denúncias de injúria por preconceito envolvendo o cantor Ed Motta após uma confusão registrada em um restaurante na Zona Sul de Rio de Janeiro.
Segundo a corporação, o caso é apurado pela 15ª Delegacia de Polícia (15ª DP/Gávea).
De acordo com depoimentos prestados à polícia, o desentendimento aconteceu no último dia 2, no restaurante Grado, durante uma discussão envolvendo a cobrança de taxa de rolha.
Funcionários relataram que o artista teria se irritado após ser informado de que a cobrança seria aplicada porque havia mais pessoas na mesa.
Ainda conforme os relatos apresentados à delegacia, Ed Motta teria dirigido ofensas xenofóbicas a um funcionário do restaurante.
Um dos depoimentos afirma que, antes de deixar o estabelecimento, o cantor teria dito: “Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas”.
Entre as frases atribuídas ao cantor estão ainda: “Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba”, além de “Cambada de paraíba” e “Vai tomar no cu seu filho da puta paraíba”.
As declarações passaram a integrar a investigação por injúria por preconceito, crime que pode resultar em pena de até três anos de prisão.
Imagens de segurança registraram parte da confusão. Segundo testemunhas, o cantor também teria arremessado uma cadeira durante o tumulto, mas ninguém ficou ferido.
A Polícia Civil investiga duas frentes no caso: uma apuração por suposta lesão corporal, em que Ed Motta aparece como testemunha, e outra relacionada às denúncias de injúria preconceituosa, na qual o artista figura como investigado.
A defesa do cantor negou qualquer agressão e afirmou que ele deixou o restaurante indignado com o atendimento recebido.



