
São mais de 80 anos de história acabados em menos de dois anos de pandemia. Isso é o que sente colaboradores, passageiros e até sindicalistas sobre a saída da Santana Transportes das linhas intermunicipais operadas na Bahia.
A empresa, que já vinha em crise financeira, não conseguiu equilibrar as contas com o embarque da Covid-19 no estado.
As quase 40 linhas intermunicipais sob sua responsabilidade, que cortam 45 cidades baianas, foram transferidas para a Cidade Sol. A nova empresa já começa a atuar no dia 1º de setembro de 2021.
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Até lá, cerca de 270 trabalhadores da Santana serão desligados, totalizando quase 550 demissões de funcionários somente durante a pandemia, segundo a estimativa do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Feira de Santana (Sintrafs).
Ficarão apenas 18 trabalhadores responsáveis pelo fretamento e turismo, os únicos serviços que continuarão sendo mantidos pelo grupo.
“É muito pouco. São 18 trabalhadores que rodam para o polo e o turismo praticamente não existe com a pandemia. A empresa não acaba totalmente, mas, para o que vai ficar, sobra praticamente nada”, lamenta José de Souza, vice-presidente do Sintrafs.
O sindicato intermediou a negociação com a empresa, que garantiu pagar tudo o que os trabalhadores têm direito na rescisão.
Fonte: Alô Alô Bahia



