Quatro operários da construção civil foram resgatados em condições degradantes de trabalho no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A operação, que ocorreu nos dias 1º e 2 de abril, teve os detalhes divulgados nesta segunda-feira (7) pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Os trabalhadores atuavam na construção de imóveis no bairro de Buraquinho e foram encontrados em situação análoga à escravidão, conforme as autoridades. Entre as irregularidades identificadas estavam alojamentos precários, ausência de banheiros, armazenamento inadequado de alimentos e falta de equipamentos de proteção para atividades de risco.
Segundo o MPT, os proprietários dos terrenos foram responsabilizados pelo pagamento das verbas rescisórias, uma indenização individual de R$ 5 mil para cada trabalhador e mais R$ 30 mil por danos morais coletivos. Os valores devem ser depositados no prazo de 30 dias no Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad).
A ação foi conduzida por uma força-tarefa composta por representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Polícia Federal (PF), Ministério Público do Trabalho e Secretaria da Justiça e Direitos Humanos (SJDH). Durante a operação, foram inspecionados diversos pontos em Salvador e Lauro de Freitas, mas o resgate em Buraquinho foi o único registrado.
O caso reforça a necessidade de fiscalização contínua em setores vulneráveis e evidencia que o trabalho escravo contemporâneo ainda é uma realidade que exige combate firme por parte das autoridades.



