‘Isso é uma barbaridade’, diz avô de criança de 7 anos que foi morta a tiros em Salvador

“Isso é uma barbaridade, é uma loucura”. O desabafo é de Paulo Dionísio, avô de Railan Santos da Silva, o menino de 7 anos foi morto a tiros no bairro do Curuzu, em Salvador, no domingo (8). A família do garoto diz que policiais militares chegaram ao bairro atirando e que a criança foi baleada no peito.

Railan chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da San Martins, mas não resistiu aos ferimentos.

“Uma perversidade tremenda do policial, uma falta de capacidade. Um policial vir atirando em uma área dessa larga, totalmente clara, as pessoas em um jogo de futebol, chegando ao extremo de ofender uma criança de 7 anos. Isso é uma barbaridade, é uma loucura”, desabafou Dionísio.

Rosamaria da Silva, tia do garoto, relembrou o momento em que Railan foi baleado.

“Cheguei na varanda e só vi a confusão, o pessoal gritando, dizendo que meu sobrinho tinha sido baleado. Foi muito tiro, vários tiros. Sete anos que ele completou e tiraram a vida dele”, lamentou.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) esteve no Curuzu para realização de perícia na rua onde Railan foi morto. O procedimento durou cerca de 1h. O resultado da perícia deve sair em 30 dias.

Em nota, a Polícia Civil informou que policiais e testemunhas já tinham sido ouvidos e guias de perícia foram expedidas. Ainda não há informações se realmente houve tiroteio da Polícia Militar. O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS).

A Polícia Militar informou, também por meio de nota, que está apurando o caso, inclusive a informação dos moradores de que os PMs chegaram ao local efetuando disparos.

Ainda não há informações sobre o sepultamento do menino.

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