Moradores do bairro Luís Anselmo, em Salvador, enfrentam transtornos causados por uma matilha de cerca de dez cães que circulam livremente pela região. Alimentados por alguns residentes, os animais têm protagonizado ataques que colocam em risco a segurança de quem transita no local. Recentemente, imagens de um dos ataques foram registradas, aumentando a preocupação dos habitantes.

Entre os relatos mais graves, está o caso de um idoso que, ao tentar fugir dos cães, caiu e danificou seus óculos, avaliados em R$ 3 mil. Outro morador sofreu fraturas nas costelas após uma queda.
A situação tem afastado até mesmo entregadores de aplicativos, que evitam a área por receio de serem atacados. Apesar das denúncias, até o momento, nenhuma ação concreta foi tomada pelos órgãos municipais.
A Diretoria de Promoção à Saúde e Proteção Animal (DIPA), vinculada à Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (SECIS), esclareceu que não realiza a captura de cães e gatos. O órgão enfatizou que o abandono de animais é uma responsabilidade compartilhada e destacou que casos de agressividade devem ser encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), especialmente para avaliar riscos de raiva.
Como solução, a DIPA sugeriu a castração como medida preventiva para reduzir comportamentos agressivos. No entanto, ressaltou que a mobilização da comunidade é fundamental para viabilizar o manejo dos cães e facilitar o processo de castração. O órgão reforçou sua disposição em colaborar, desde que os moradores se organizem para apoiar a iniciativa.
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