
A greve dos rodoviários deixou pontos de ônibus lotados e provocou longas esperas na manhã desta sexta-feira (22), em Salvador. A paralisação atingiu 100% da frota convencional e do BRT na capital baiana.
Sem ônibus nas ruas, passageiros precisaram recorrer a transportes alternativos, como metrô, carros e motos por aplicativo, além de vans. Para tentar reduzir os impactos, a prefeitura colocou em circulação 180 veículos do Sistema de Transporte Complementar (Stec), conhecido como amarelinhos.
Segundo a Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob), o sindicato descumpriu a decisão judicial que determinava a circulação de pelo menos 60% da frota nos horários de pico. Vídeo da BandNews FM mostrou pontos cheios e movimentação intensa durante a paralisação.
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Após cerca de oito horas de greve, os rodoviários anunciaram a suspensão da paralisação às 8h20 desta sexta-feira (22). De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a categoria chegou a um acordo que prevê reajuste salarial de 4,11%, aumento no ticket alimentação e outras mudanças trabalhistas.
O acordo foi aprovado durante reunião entre representantes do Sindicato dos Rodoviários e da empresa Integra. A desembargadora Dalila Andrade, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), conduziu as audiências de conciliação.
A greve foi anunciada na quinta-feira (21) e começou à meia-noite desta sexta. Os ônibus, que normalmente começam a circular às 4h30, só deixaram as garagens a partir das 7h. Após o encerramento da paralisação, os coletivos voltaram a operar normalmente.
Uma assembleia dos rodoviários foi realizada na manhã desta sexta-feira, no bairro de Nazaré, e durante a reunião a categoria decidiu pelo fim da greve. Segundo o sindicato, os trabalhadores conquistaram as seguintes mudanças:
- reajuste de 4,11% no ticket alimentação;
- horas extras opcionais aos fins de semana;
- redução da telemetria para 1 BIP;
- mulheres fora do pernoite;
- criação de grupo de trabalho entre a empresa Integra, o sindicato e a Semob para discutir as cargas horárias;
- 10% de isenção no plano de saúde;
- implantação do ponto eletrônico em até 90 dias na OT-Trans;
- desconto de horas para o café da manhã reduzido para 30 minutos.
O reajuste salarial ficou abaixo da proposta inicial apresentada pela categoria, que defendia ganho real de 5% acima da inflação atual, de 4,18%.
“Não foi o acordo dos nossos sonhos, mas aceitamos essa proposta por entender que foi um equilíbrio”, justificou Daniel Mota, responsável pela comunicação do Sindicato dos Rodoviários.
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