Pfizer começa a imunizar 1,4 mil voluntários que tomaram placebo em teste no Brasil

Os voluntários brasileiros dos estudos clínicos da vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech que receberam placebo começarão a ser imunizados pela empresa. A própria farmacêutica americana anunciou a informação, nesta quarta-feira (20).

De acordo com a Pfizer, ainda neste mês mais de 1,4 mil voluntários que receberam placebo durante os testes serão imunizados.

Em comunicado, a companhia informou que participantes do estudo em São Paulo (SP) e Salvador (BA) vão receber gratuitamente duas doses do imunizante.

A vacina da Pfizer foi a primeira a ser aprovada para uso emergencial no mundo entre os principais laboratórios ocidentais e está sendo usada desde o ano passado para imunizar pessoas em países como Reino Unido e Estados Unidos.

Nesta quinta-feira (21), o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, inflamou contra a farmacêutica. Ele reclamou da postura da Pfizer, que, segundo ele, decidiu não vender doses de seu imunizante para o governo baiano. “A Pfizer usou a boa fé de 1.500 voluntários baianos no desenvolvimento da sua vacina Covid-19 e agora recusa-se a vender vacina para a Bahia”, compartilhou, em postagem feita no Twitter (lembre aqui).

Em outra postagem, ele disse que a empresa se reuniu com o governador Rui Costa (PT) no ano passado, com o objetivo de vender doses da vacina, e a gestão se preparou. “Apoiamos o centro de pesquisas da OSID (Irmã Dulce), investimos na montagem de uma rede de ultracongeladores e, agora, nos informam que venderam tudo pra outros países”, reclamou o secretário. A parceria firmada pelas empresas com o governo baiano não previa aquisição de doses.

A Pfizer ainda não tem autorização para uso emergencial do imunizante contra a Covid-19 no Brasil. Mas informou que a vacinação dos voluntários está prevista no acordo feito junto ao órgão regulador e faz parte do termo de consentimento assinado pelos participantes no início da pesquisa. Em 31 de dezembro, a vacina foi aprovada em uso emergencial pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: Bahia Notícias