
A promotora de Justiça de Santo Antônio de Jesus, Aline Cotrim, esteve reunida com estudantes do Colégio Estadual Rômulo Almeida para tentar intermediar o conflito que vem acontecendo entre os manifestantes que defendem a continuidade da ocupação e os contrários a continuidade.
A reunião começou por volta das 16h dessa quarta-feira, 30, e acabou pouco antes das 21h.
Usando o princípio da ponderação de valores, a representante do Ministério Público tentou equilibrar o direito a livre manifestação com o direito educacional. “Já temos uma ocupação de 23 dias. A própria diretoria deu acesso, cedeu sala, equipamentos públicos para o movimento. Não nos colocamos contra, mas temos uma ocupação com um tempo que já causa prejuízo ao calendário escolar.”, relatou.
O movimento “Ocupa Rômulo” está nas dependências do Colégio Rômulo Almeida desde o dia 7 de novembro. Na pauta, estão as medidas do pacote econômico do Governo Federal e, também, cobrança de melhorias da estrutura física do colégio.
De acordo com a promotora, os contrários a ocupação não são contra as reivindicações. “O desocupa não é contra o movimento, mas quer que volte as aulas. Há alunos do terceiro ano que precisam pegar seus certificados de conclusão”, disse.
No último dia 23 de novembro, estudantes contrários a ocupação fizeram uma manifestação em frente ao Rômulo Almeida. A Polícia Militar e representantes do Conselho Tutelar acompanharam as manifestações.
Na reunião, segundo Drª Aline Cotrim, quase seria assinado um acordo com os ocupantes. Mas, eles decidiram esperar até amanhã. “As negociações estão difíceis, porque a pauta principal nós não temos controle sobre ela, porque é uma pauta federal.”, explicou a promotora, se referindo a PEC do teto dos gastos.
Os representantes da ocupação não quiseram falar com a imprensa após a reunião.


