Servidores públicos municipais realizaram uma paralisação e manifestação na manhã desta segunda-feira (1º), em frente ao Paço Municipal, para reivindicar um reajuste salarial considerado justo pela categoria. A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindicerv), após o impasse nas negociações com a Prefeitura.

Segundo o presidente do Sindicerv, Jailton André, a administração municipal propôs um reajuste de 6%, além de R$ 850 em auxílio alimentação e 10% de acréscimo nos diários. A proposta, no entanto, foi rejeitada pela categoria, que pleiteia um reajuste de 10% no salário-base.
“A inflação acumulada está em 4,83%, nosso pedido inicial foi de 18% para fins de negociação, com margem mínima de 10%. A proposta da prefeitura não atende às expectativas do servidor”, declarou Jailton André.
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Durante o ato, representantes do Poder Executivo, incluindo Marcelo Barreto e Luciene, estiveram presentes e se comprometeram a apresentar uma nova contraproposta ainda esta semana. Os servidores deram prazo até sexta-feira (5) para o retorno. Caso a nova proposta não seja considerada viável, uma nova paralisação poderá ser convocada.
Categoria exige valorização e questiona contratações
A servidora Vera Reis, que atua na área de trânsito, também participou da manifestação e cobrou valorização do funcionalismo público. Ela questionou as justificativas da prefeitura quanto ao limite da folha de pagamento e apontou contratações temporárias como inconsistentes com o argumento de contenção de gastos.
“A folha está apertada, mas continuam contratando sem concurso. O servidor não pode pagar por erros da gestão. Nós ajudamos a eleger esse prefeito e merecemos respeito”, afirmou.
A data-base dos servidores é março, e o sindicato alerta que atrasos nas negociações podem gerar transtornos com retroativos salariais. O Sindicerv informou que continuará acompanhando o processo e comunicará à categoria assim que houver uma nova proposta da gestão municipal.


