
O mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a taxa básica de juros da economia brasileira. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central, a expectativa para a Selic ao final de 2026 passou de 13,5% para 13,75% ao ano, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Para a reunião desta semana, marcada para terça-feira (16) e quarta-feira (17), a previsão das instituições financeiras é de manutenção da taxa em 14,5% ao ano. Atualmente, a Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação.
O levantamento também mostrou uma nova piora nas expectativas para a inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 subiu de 5,11% para 5,3%, marcando a 14ª elevação consecutiva. O percentual permanece acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.
Segundo o mercado, a pressão inflacionária continua sendo influenciada pelo cenário internacional, especialmente pelos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, que afetam os preços de combustíveis e alimentos.
Em maio, a inflação oficial do país registrou alta de 0,58%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses alcançou 4,72%, permanecendo acima do limite máximo da meta perseguida pelo Banco Central.
Apesar do aumento das projeções para juros e inflação, os analistas melhoraram ligeiramente a expectativa para o desempenho da economia brasileira. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,91% para 1,96%.
O Boletim Focus também manteve a estimativa para a cotação do dólar em R$ 5,20 ao final deste ano. Para 2027, a expectativa é de que a moeda norte-americana encerre o período cotada a R$ 5,25.
Para os próximos anos, o mercado projeta uma trajetória de queda gradual dos juros, com a Selic recuando para 12% em 2027, 10,25% em 2028 e 10% em 2029.




