Nas eleições municipais deste ano, observa-se que a maioria das cidades, especialmente aqueles com menos de 10.000 habitantes, não possui candidatos filiados a partidos de esquerda concorrendo às prefeituras. De acordo com uma análise do site Poder 360, das 2.466 cidades avaliadas, 1.558 não apresentam candidatos de esquerda nas eleições municipais.

Por outro lado, os partidos de esquerda marcam presença significativa nas cidades maiores, disputando em 96% dos municípios com mais de 200 mil habitantes. Em contraste, das 103 cidades que terão segundo turno, apenas Parauapebas, no Pará, não tem candidatos de esquerda concorrendo.
A estratégia dos partidos de esquerda de focar em áreas urbanas maiores tem resultados mistos. Em Recife, João Campos (PSB) lidera com ampla vantagem, potencialmente vencendo no primeiro turno, enquanto em outras capitais como São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Teresina, os candidatos de esquerda também estão competitivos.
Historicamente, a presença de candidatos de esquerda nas eleições municipais cresceu significativamente após a eleição de Lula em 2003, alcançando uma presença em 63% dos municípios até 2012. Esta tendência representa uma mudança marcante em relação ao ano 2000, quando apenas 42% dos municípios tinham candidatos de esquerda.


