Nas eleições deste ano, diversos casos de candidaturas com baixa votação e altos gastos de campanha financiados pelo Fundo Eleitoral chamaram atenção. Um exemplo é o de Chica Feitoza, candidata a vereadora em Floriano (PI), que recebeu R$ 120 mil, mas obteve apenas 8 votos, sem sequer criar perfis em redes sociais.

Essa situação reflete um padrão observado em 2.771 candidaturas no Brasil, que, juntas, receberam R$ 54,7 milhões e obtiveram menos de 100 votos cada, resultando em um custo médio de R$ 1.771 por voto. A maioria dessas candidaturas (2.087) foi de mulheres, e nenhuma foi eleita.
O problema dos candidatos com gastos desproporcionais e a baixa votação levanta questões sobre o uso dos recursos públicos, e há investigações em andamento para identificar irregularidades, como o possível uso de notas fiscais frias ou desvios para campanhas de prefeitos.
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