Com o fim da liminar, goleiro Bruno vai ter de jogar com tornozeleira eletrônica

No início de setembro, a Justiça do Acre determinou que o goleiro Bruno, do Rio Branco, teria de jogar e treinar com tornozeleira eletrônica. Logo em seguida, a Vara de Execuções Penais do Estado acatou uma liminar obtida pelos advogados do jogador e lhe concedeu o direito de retirar o equipamento duas horas antes de cada atividade profissional. Mas essa concessão tem validade de apenas um mês e expira na semana que vem.

Caso não haja uma prorrogação do benefício, ele será obrigado a entrar em campo para os compromissos do Rio Branco, atualmente na Série D do Brasileiro, com o dispositivo eletrônico.

Para a decisão de monitorar Bruno 24 horas por dia, a justiça acreana atendeu a um pedido do Ministério Público local e levou em consideração um caso semelhante que se passou com o jogador Paul McGowan, do Dundee, da Escócia. Preso por agressão a um segurança numa festa do clube, ele usou a tornozeleira durante partida de seu time contra o St Mirren, pela Liga Escocesa, em agosto de 2018.

Condenado em março de 2013 a 22 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samúdio, crime cometido em 2010, o goleiro Bruno cumpre a pena em regime semiaberto desde 2019. Em julho, foi contratado pelo Rio Branco e o “reforço” acabou levando o principal patrocinador do clube a romper o contrato.

Fonte: Terra