Messi fala sobre ídolos no esporte, política e vida pessoal: “Às vezes gostaria de ser anônimo”

Na longa e rara entrevista concedida neste domingo ao canal “LaSexta”, Lionel Messi, além de falar bastante sobre futebol, se abriu em relação a diversos outros assuntos. Ídolos em outros esportes, política e vida pessoal foram alguns deles.

O camisa 10 do Barcelona disse considerar sua vida normal e revelou que passa a maior parte do tempo livre dando atenção aos três filhos: Thiago, Mateo e Ciro. E que às vezes gostaria de não ser reconhecido nas ruas.

“Sou privilegiado por tudo que vivo, não é que me incomode, mas às vezes gostaria de ser anônimo e desfrutar de ir ao mercado, ao cinema, ao restaurante, ao supermercado, sem ninguém olhar para você e ver o que você faz. Ter 300 olhos te olhando. Sempre agradeço o carinho que experimentei ao redor do mundo. É espetacular. Mas quando estou com meus filhos gostaria de passar despercebido”, disse Messi.

Sobre ídolos no esporte, Messi não citou nenhum dos tempos de infância e adolescência, mas listou grandes nomes da atualidade que o inspiram. E mencionou Cristiano Ronaldo entre eles.

– Quando comecei a ser profissional, coloquei o lado torcedor de lado. Agora minha paixão são meus filhos, tenho que ficar correndo atrás deles. Como atletas, admiro muitos. Rafa Nadal, Federer, Lebron… em todos os esportes há atletas admiráveis pelo seu trabalho. Cristiano no futebol também. Eu admiro todos os atletas que se destacam.

O assunto política foi abordado ao longo da entrevista. Aos 33 anos, o argentino disse evitar falar em público a respeito de suas preferências – não respondeu a pergunta se é de direita ou esquerda. Mas disse não gostar dos rumos que as discussões sobre o tema tomam na maioria das vezes.

“Não gosto muito de falar de política, como também não gosto de dar minha opinião sobre a pandemia. Procuro ouvir todos e aprender. Gosto de falar com os meus e opinar, mas em um círculo fechado. A política também se tornou algo muito estranho para as pessoas, mais do que partidos políticos parecem times de futebol”, pontuou.

– As pessoas se tornam torcedores e não pode-se dizer o contrário que já existe uma briga e um atrito, você entra em discussão. O mesmo aqui (Barcelona) como na Argentina, se toma um lado, tem que lutar com o outro até a morte. A verdade é que eu não vejo assim. Eu quero o melhor para o meu país.

Messi ainda contou como recebeu a notícia do falecimento de Maradona recentemente. E revelou ter preocupações com a família após a sua própria morte.

– É uma loucura, não pude acreditar. Ninguém imaginava que ia acontecer o que aconteceu. Ninguém esperava e ninguém pôde acreditar que Maradona morreu e que Diego não está mais lá. Foi terrível e louco.

– Às vezes sim (pensa no assunto). Não penso na morte, mas no que vai acontecer quando acabar. Como vai continuar, o que vai ser, como ficarão meus filhos, minha família. Mas não penso muito nisso, tento que seja poucas vezes – concluiu.

*Globo