‘Meu tio não queria mais viver’, revela sobrinho de Maradona à TV argentina

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Sobrinho de Diego Maradona, ídolo argentino morto no dia 25 de novembro do ano passado, Johnny Espósito revelou como foram os últimos dias de vida do ex-jogador. “No dia 24, [Maradona] estava bem, mas ele não queria viver, não se deixava ajudar”, disse ele à emissora de TV KZO. E completou: “Não sei por que ele não lutou como sempre lutou. Acho que pode ter sido porque ele não conseguia mais chutar uma bola”.

O depoimento de Espósito confirma a impressão da cozinheira de Maradona, Romina Milagros Rodríguez. Ela acredita que o ex-patrão estava cansado de viver. “Para mim, ele deu um fim a tudo. Se começamos a falar sobre ele, ele era de fazer milagres, poderia estar vivo. Para mim, estava cansado”, disse ela à emissora de TV argentina América.

O sobrinho aprofundou o assunto, revelando uma conversa que teve com Maradona: “Ele me disse: ‘Já vivi 60 anos e me privei de muitas coisas, não quero continuar assim'”. E arrematou: “Não sei se ele sentiu [que estava prestes a morrer], mas ele dizia: ‘Vivi até os 60, eu não quero mais'”.

Diego Maradona, campeão do mundo em 1986, faleceu em casa, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. Familiares e empregados chegaram a chamar uma ambulância para socorrê-lo, mas ele se foi antes mesmo da chegada do veículo. O Ministério Público argentino investiga a morte do ídolo para descobrir se houve negligência, imperícia e/ou imprudência. Um dos principais investigados é o médico neurocirurgião Leopoldo Luque, que nos últimos anos ficou conhecido como “médico particular de Maradona”.

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