Eclipse lunar total, a “Lua de Sangue”, poderá ser visto parcialmente no Brasil; confira o horário

Fenômeno ocorre entre 5h e 6h (horário de Brasília); melhor visibilidade será nas ilhas do Pacífico

Eclipse lunar total, a “Lua de Sangue”
Eclipse lunar total, a “Lua de Sangue” Foto: Shutterstock / Alto Astral

O primeiro eclipse lunar total de 2026, conhecido como “Lua de Sangue”, acontece na manhã desta terça-feira (3). O fenômeno poderá ser observado em partes das Américas, Ásia e Oceania. No Brasil, porém, a visualização será limitada e parcial, já que o evento ocorrerá entre 5h e 6h (horário de Brasília), quando a Lua estará muito baixa no horizonte, prestes a se pôr.

Durante o eclipse total, a Lua atravessa a parte mais escura da sombra da Terra, chamada umbra, momento em que adquire a tonalidade avermelhada característica. Em 2026, estão previstos quatro eclipses ao longo do ano. O primeiro foi registrado em 17 de fevereiro, quando ocorreu um eclipse solar anular.

De acordo com o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo, a posição da Lua e o horário do fenômeno dificultarão a observação no país.

“Dentro do Brasil, quanto mais para o Oeste você estiver, então as regiões Oeste do Amazonas, Acre, vão ter um pouco mais de visibilidade e vão conseguir, pelo menos, enxergar o eclipse parcialmente”, afirma.

Segundo ele, quando o eclipse começar a se tornar perceptível, o satélite natural já estará muito próximo do horizonte. “Quando começar o eclipse, a Lua já vai estar muito baixa no horizonte, infelizmente. Então, quem conseguir ver alguma coisa lá vai ver um pouquinho”, diz.

A previsão é que o fenômeno atinja sua fase mais intensa ainda durante a madrugada em regiões do Pacífico. “Vai ser um eclipse visto pela manhã, entre 5 e 6 da manhã, então a Lua já vai estar quase se pondo nesse momento”, explica o astrônomo.

“O lugar ideal mesmo para ver o eclipse seria nas ilhas do Pacífico, Nova Zelândia, Fiji”, afirma.

A coloração avermelhada ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta. Parte da luminosidade, no entanto, atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar a superfície lunar.

Da mesma forma como a gente observa o Sol avermelhado quando ele está no horizonte, isso acontece porque ele está atravessando uma camada maior de área. Ele deixa de ser, digamos, amarelado e ele fica mais avermelhado, porque a nossa atmosfera espalha essa luz azul”, explica Gonçalves. O mesmo processo ocorre durante o eclipse. “A luz azul é espalhada e só chega essa parte vermelha da luz do Sol na superfície da Lua, que é o que a gente enxerga, por isso que se chama uma Lua de Sangue.”