‘Lua Azul’: o raro evento cósmico que poderá ser visto neste 31 de outubro

Ela não é realmente azul. É uma lua cheia, como qualquer outra, da cor que a maioria das luas cheias são vistas: cinza claro, branco leitoso ou prateado.
O que torna estranho esse fenômeno, que o folclore batizou de “Lua Azul”, é que ela é a segunda lua cheia em um único mês, quando o normal é termos apenas uma.
O ciclo lunar, período em que ocorrem todas as fases da Lua, se repete a cada 29,5 dias ou mais.
Para que a “Lua Azul” ocorra são necessárias duas coincidências: a primeira lua cheia precisa ocorrer no primeiro ou segundo dia do mês, e este mês precisa ter 31 dias. Assim, é provável que apareça uma segunda lua cheia.

Por que Lua Azul?

Como a Nasa explica em seu site, o termo Lua Azul surgiu na década de 1940.
Na época, o Maine Farmer’s Almanac (uma publicação anual que desde 1818 traz previsões sobre eventos ligados a clima nos EUA e Canadá) oferecia uma definição da Lua Azul tão complicada que muitos astrônomos tinham dificuldade em entendê-la.
Para explicar as luas azuis em linguagem simples, a revista Sky & Telescope publicou um artigo em 1946 intitulado ‘Uma vez em uma lua azul’. O autor, James Hugh Pruett (1886-1955), citou o almanaque do Maine de 1937 e disse: “A segunda (Lua Cheia) em um mês, como eu interpreto, é chamada de Lua Azul.”
E assim nasceu a moderna Lua Azul. Ela inspirou livros, filmes e músicas como Blue Moon, composta em 1934 por Richard Rogers e Lorenz Hart, gravada por inúmeros artistas como Elvis Presley, Frank Sinatra, Dean Martin, Billie Holliday e Billy Eckstine.