Ex-chefe da Polícia Civil do RJ preso por suspeita de matar Marielle assumiu cargo na véspera do crime

Rivaldo Barbosa no complexo do Alemão, no Rio de Janeiro – Ricardo Borges/Folhapress

Preso na manhã deste domingo (24) por suspeita de autoria intelectual do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, o ex-chefe da Polícia Civil no Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa, assumiu o cargo na véspera do crime, em 13 de março de 2018. O assassinato da vereadora e do motorista aconteceu na noite do dia 14.

Rivaldo Barbosa, que assumiu a chefia da Polícia Civil na véspera do crime, é investigado por possível autoria intelectual dos homicídios, organização criminosa e obstrução de justiça. Também foram presos os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, deputado federal pelo União Brasil-RJ.

A prisão em um domingo teve como objetivo evitar a fuga dos suspeitos. A operação também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

Rivaldo Barbosa, que já ocupou cargos como subsecretário de inteligência e diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, foi indicado para comandar a instituição pelo então interventor federal no Rio, coronel Walter Braga Netto.

Cinco meses após assumir o cargo, ele foi afastado pelo Ministério Público devido à contratação irregular de uma empresa de informática.

Durante sua gestão, a Polícia Civil realizou operações de busca e prisão relacionadas ao caso Marielle. Em dezembro de 2018, por exemplo, a Delegacia de Homicídios da capital fluminense realizou diligências em 15 endereços nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, buscando provas para condenar os responsáveis pelos crimes.

Na ocasião, Rivaldo ressaltou a importância de manter o sigilo das investigações para não comprometer o caso. A operação deste domingo, segundo a polícia, visava cumprir mandados de inquéritos policiais paralelos ao caso Marielle.

A prisão de Rivaldo Barbosa e dos irmãos Brazão é um marco importante nas investigações do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, que completa seis anos em 2024. A operação “Murder Inc.” levanta novos questionamentos sobre o crime e abre caminho para novos desdobramentos.



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