Funcionário do Roberto Santos é assaltado e agredido no elevador do hospital

Um assalto quase termina em tragédia em um dos elevadores do prédio principal do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), no bairro do Cabula, em Salvador. O técnico de enfermagem, Frederico Ribeiro, foi atacado por um assaltante no elevador do hospital administrado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), na madrugada deste domingo (6). Em conversa com a reportagem do Bocão News, o servidor público explicou como ocorreu o crime.

“Estava faltando uma fita para fazer glicemia de um paciente e tive que me deslocar para o segundo andar, consegui e voltei ao elevador. O elevador parou no primeiro andar, quando o bandido entrou. Eu estava com a carteira no bolso, ele me abordou e pediu a carteira. Eu não entendi, já que estava dentro de um hospital, o qual trabalho há 12 anos. Ele insistiu, eu resisti e entramos em luta corporal. Até então eu não sabia que ele estava armado. Fui muito agredido. Ele quebrou minha boca e me deu socos. Quando o elevador parou no térreo, ainda estávamos brigando. Foi quando ele tirou a arma e disse que se eu gritasse no corredor ele iria me ‘pipocar’”, descreveu o servidor público.

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Ainda de acordo com o técnico de enfermagem, ele tentou registrar queixa na 11ª Delegacia Territorial (DT) de Tancredo Neves, nas primeiras horas da manhã deste domingo, mas não conseguiu. “Eles informaram que não havia delegado para assinar o Boletim de Ocorrência (BO). Fui orientado a registrar nesta segunda-feira”, explicou.

Frederico Ribeiro disse ao Bocão News que outros colegas já foram agredidos por acompanhantes de pacientes e que o Roberto Santos é carente de segurança. Segundo ele, não houve atenção por parte dos gestores da unidade hospitalar.

“O hospital tem uma supervisora administrativa que deu toda assistência, mas nenhum coordenador, nem ninguém da supervisão ou até a diretoria me ligou. Nós estamos ao Deus dará no quesito segurança”, reclamou o técnico de enfermagem, que ainda relatou uma falha na segurança. “Antes de acontecer isso, nós fomos abordados na UTI por um esposo de uma paciente que queria falar com ela de qualquer jeito, ele já estava dentro da UTI. Entra qualquer pessoa”, contou.

Após as agressões, o técnico foi atendido por colegas no próprio Roberto Santos, mas por conta de dores no tórax passará por atendimento no Hospital da Cidade na tarde deste domingo.

No Roberto Santos existem além de seguranças terceirizados, dois postos, um da Polícia Civil e outro da Polícia Militar, mas ficam na emergência. Segundo funcionários, diversos setores do hospital ficam desertos e sem segurança. Uma fisioterapeuta que não quis ser identificada relatou a reportagem o risco dentro do hospital. “A segurança é falha. Os funcionários são exigidos a entrar de crachá. Escadas e outros setores não tem segurança e ficam desertos. Nós da fisioterapia tínhamos que atender pacientes em outras unidades e achávamos que circular pelos elevadores era mais seguro, já que as escadas ficam desertas. Agora nossa preocupação aumentou”, desabafou a anônima.

A assessoria de comunicação da Sesab enviou uma nota para a reportagem do Bocão News informando que está apurando o caso. Leia a íntegra da nota:

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que está apurando o caso junto com a polícia, ainda que até o momento não haja boletim de ocorrência registrado no posto de polícia da unidade hospitalar. Ressaltamos que o Hospital Geral Roberto Santos possui segurança em todas as portarias, além de posto das polícias militar e civil. (Bocão News)