Um ano após 1º caso da Covid-19, BA tem pior fase da pandemia com caos na saúde, variantes do vírus e mais de 12 mil mortes

Farol da Barra, Salvador. Foto tirada em fevereiro de 2021 — Foto: Valma Silva / G1 BA

Um ano após o primeiro caso da Covid-19 na Bahia, confirmado em 6 de março de 2020, o estado vive a pior fase da pandemia: caos na saúde, novas medidas restritivas com fechamento do comércio, variantes do vírus e mais de 12 mil mortes.

O aumento do número de casos da Covid-19 no estado tem preocupado o governador Rui Costa, autoridades da saúde e gestores municipais.

No mês passado, em 13 de fevereiro, Rui fez um alerta sobre possível colapso no sistema de saúde. Segundo ele, ao menos dez hospitais na Bahia estavam com 100% de ocupação.

Já no dia 16 de fevereiro, o governador disse que o estado estava vivendo o terceiro pior momento da pandemia, com cerca de 15 mil casos ativos e crescentes.

De acordo com Rui, o pior mês durante todo o período foi julho de 2020, quando o estado atingiu a marca de 2 mil óbitos e cerca de 30 mil casos ativos. O segundo pior teria sido junho de 2020, onde 1,7 mil pessoas morreram e os casos ativos chegaram a 27 mil.

No último dia 3 de março, o governador alertou sobre o pré-colapso no sistema de saúde do estado por causa da Covid-19. Segundo Rui, a situação estava muito mais crítica na região metropolitana de Salvador.

Já foram detectadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA), gerido pela Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab), seis linhagens diferentes do novo coronavírus, dez casos da variante de Manaus e circulação da cepa peruana no estado.

Além disso, a Vigilância Epidemiológica do Estado da Bahia confirmou a transmissão comunitária da variante B.1.1.7 do SARS-CoV-2, originalmente detectada no Reino Unido, no estado.

Em 5 de março, dezessete casos da variante de Manaus foram confirmados pela Sesab. Ainda de acordo com o órgão estadual, seis casos da variante do Reino Unido também foram confirmados.

*G1