Estado Islâmico reivindica ataques em Viena; polícia prende 14 suspeitos

O Estado Islâmico reivindicou os ataques coordenados na noite desta segunda-feira (2) em Viena, na Áustria. Nesta terça-feira (3), as autoridades austríacas já haviam afirmado que o autor do atentado era um simpatizante do grupo terrorista e natural da Macedônia do Norte. Ele foi morto pela polícia.
O ministro do Interior, Karl Nehammer, anunciou que 14 suspeitos foram detidos após os ataques e descartou a participação de um segundo atirador.
Uma grande parte do centro de Viena ainda estava isolada na manhã desta terça-feira, com a perícia trabalhando nos locais dos ataques.
A série de tiroteios começou perto de uma sinagoga e se espalhou por outros locais, inclusive a Ópera de Viena. Foram nove minutos de tensão, e os tiros foram disparados em ao menos seis locais.


O chanceler do país, Sebastian Kurz. Nehammer, classificou o incidente como “repugnante ataque terrorista”. “Nunca nos deixaremos intimidar pelo terrorismo e combateremos esses ataques por todos os meios”.

As vítimas são um casal de idosos, um pedestre jovem e uma garçonete, segundo o chanceler.
O rabino da comunidade judaica de Viena, Schlomo Hofmeister, disse não saber se a sinagoga era alvo do ataque: “O edifício estava fechado e o bairro é o mais movimentado da cidade”.

Luto oficial

Ainda atordoados, os moradores de Viena se esqueceram até mesmo do novo confinamento, que entrou em vigor hoje para tentar conter a segunda onda de Covid-19 na Europa.
A Áustria decretou três dias de luto nacional, e o presidente Alexander van der Bellen e outras autoridades participaram em uma cerimônia de homenagem às vítimas.
Policiais e soldados fazem a proteção de prédios importantes da capital, e as crianças não foram à escola por precaução.

Agressor identificado

O suspeito pelos ataques tinha de 20 anos, era natural da Macedônia do Norte e tinha nacionalidade austríaca.
Ele foi condenado a 22 meses de prisão em 2019 por tentar viajar à Síria para unir-se ao grupo Estado Islâmico.
Segundo o governo, ele estava armado com um rifle e um cinto falso de explosivos.

Fonte: G1