“Não tem dinheiro pra pagar”, diz sócio da Romastur sobre salário dos motoristas

Foto: Blog do Valente

Segundo informações da rádio Recôncavo FM, os motoristas da empresa Romastur pretendem fazer uma paralisação na próxima segunda-feira (9), em decorrência do atraso salarial. O sócio da empresa, Antônio, foi entrevistado pela rádio, e falou através de telefonema, sobre a possível paralisação.

“Eu fiquei sabendo dessa informação hoje pelo período da manhã, porque chegou até mim. Um dos motivos de o pessoal possa estar querendo parar, é por causa do salário, né? Que está atrasado. Mês passado eu paguei o salário no dia 20, o correto seria dia 5, e hoje seria o dia de pagar mas não tem dinheiro de pagar”, disse o dono da empresa Romastur.

Ele ainda afirma, que dentro dos dois anos de atuação na cidade, a empresa já transportou em média 37 mil gratuidades por mês e que não recebeu nenhum repasse financeiro referente. Segundo Antônio, existem vários protocolos de solicitação de verbas, e nenhum deles foi atendido. Ainda de acordo com ele, houve um gasto de aproximadamente R$ 3 milhões e meio, apenas de gratuidade.

“Se esse dinheiro tivesse entrando pro cofre da empresa, eu acho que a empresa não estaria nessa situação que está hoje”, afirmou.

A respeito das denúncias que foram apresentadas na Câmara dos Vereadores, Antônio recusa a falar muito sobre o assunto, mas deixa claro que provou tudo que havia dito, que não houve nenhuma pressão, ou reclamação.

Ele afirma que hoje, o maior problema da empresa é a falta de investimento e que não deseja falar sobre nenhum outro assunto que não seja referente a resolução do mesmo.

“O que eu preciso é de recurso pra resolver meu problema da minha empresa. Porque minha empresa chegou com a saúde boa, com os carros num estado de conservação bom, hoje os carros tudo sucateado. Tô devendo fornecedor, tô devendo funcionário, tô com os carros quebrados com problema de motor, câmbio e tenho que deixar lá na garagem. E eu dependo que o município resolva meu problema, o problema da empresa. Que pague a gratuidade, o retroativo aí, para botar a casa em ordem. Se não pagar não tem como botar a casa em ordem. Se eu ficar puxando assunto de uma coisa e outra, a gente não vai conseguir resolver o problema. Meu problema hoje são os funcionários, fornecedor e a população que depende do transporte público”, completou.



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