SAJ: Justiça expede medida protetiva para adolescente agredida por ex-companheiro

A  adolescente de 16 anos, vítima de agressão física pelo ex-companheiro, em Santo Antônio de Jesus, teve medida protetiva expedida pela justiça. Conforme determinação da justiça, o acusado está proibido de se aproximar da jovem, da sua residência e dos locais de frequência e estudo, com distanciamento de 100 metros. Ele também não poder manter contato com a vítima por qualquer meio de comunicação.

A adolescente afirmou que já foi agredida várias vezes pelo ex. Os prints de uma conversa no WhatsApp mostram o ex ameaçando matar a jovem.  “Vou lhe esfaquear toda, nem de arma eu vou lhe matar. Vou lhe matar aos poucos, olhando pra sua cara. Eu tô lhe dizendo […] Eu vou beber seu sangue todo e pendurar sua cabeça na porta de casa, já dei a alma até ao diabo ontem”, diz. Ela gravou um vídeo onde conta detalhes do relacionamento abusivo e publicou em sua página das redes sociais.

Em contato com o Programa do Valente da Rádio Andaiá FM, na manhã desta sexta-feira (11), a advogada da vítima, Luciana Barbosa, explicou que  foi feita ocorrência na delegacia, mas o acusado não foi preso porque não aconteceu o flagrante. “A vitima viveu ciclo de violência, agressão psicológica, ameaças, até que chegou na agressão física. O pedido de medida protetiva foi encaminhado, o Ministério Público deu o parecer favorável, mas não conseguimos resposta da justiça. Já estamos no terceiro juiz e essa medida ainda não foi apreciada”, disse.

Ainda de acordo com a advogada, no inquérito há registro de várias testemunhas que presenciaram o acusado agredindo a vítima, quebrando o celular dela e obrigando-a a sair das redes sociais e se afastar das amizades. “Já foi identificada uma vítima, uma ex-namorada que entrou em contato e relatou que passou pelas mesmas situações com ele. Outra vítima entrou em contato e relatou também que foi abusada sexualmente em 2018 e ao tentar registrar ocorrência, não conseguiu por falta de provas. Além dessas duas, outras sinalizaram, mas ficaram com medo de se expor por temer represália, perseguição e medo do perfil dele de ser uma pessoa violenta, agressiva”, pontuou.