Compositor de Santo Antônio de Jesus tem música no filme “Garotas e Samba”, do renomado diretor Carlos Manga

Compositor de Santo Antônio de Jesus tem música no filme “Garotas e Samba”, do renomado diretor Carlos Manga
Foto: reprodução

Bernardo Luiz Barreto é natural de Santo Antônio de Jesus, Recôncavo da Bahia, e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1949, onde iniciou sua carreira profissional como auxiliar de escritório na Estrada de Ferro Central do Brasil, até integrar o quadro de profissionais de Relações Públicas da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), sendo responsável pelas publicações oficiais da empresa, além disso, passou a se destacar com seus dons musicais, com o qual conquistou grande sucesso.

Barreto usa o pseudônimo Bel Luiz e em sua carreira artística possui 27 músicas gravadas. Sua primeira composição “Eu não sei se é castigo”, em parceria com o famoso músico e pintor Heitor dos Prazeres, foi sucesso nacional, tocou nas rádios no último carnaval do Rio de Janeiro ainda como capital do Brasil, no final da década de 1950; a música rendeu aos compositores prêmio no Teatro Municipal recebido pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek.

No filme da Atlântica Cinematográfica, “Garotas e Samba” (1957), do renomado diretor Carlos Manga, a música “Quem vai gargalhar” faz parte da trilha sonora. Bel Luiz viajou pelo Brasil com a equipe do longa-metragem para o trabalho de divulgação.

Com seu colega de trabalho, engenheiro da Central do Brasil e Presidente da União Brasileira de Trovadores (UBT), Carlos Guimarães, Bel Luiz escreveu e musicou o Hino aos Ferroviários. A ideia da composição veio na tentativa de homenagear a classe, que luta diariamente para o funcionamento do meio de transporte. O hino foi muito bem aceito e passou a ser executado em todas as solenidades ferroviárias, inclusive na data de comemoração da categoria, 30 de abril, na Câmara de Deputados.

Compositor de Santo Antônio de Jesus tem música no filme “Garotas e Samba”, do renomado diretor Carlos Manga
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Em 1958, Bel Luiz casou-se com a conterrânea Maria Conceição Sampaio Barreto, apelidada de Tita, colega de sala da escola que frequentava na Bahia. Colaborou, ainda, na criação da Fundação REFER. Aposentado há mais de vinte anos, Barreto ou Bel Luiz aproveita seu tempo livre com a família e amigos. É pai de dois filhos: Luis Antônio, Luciano e vários netos. Viaja sempre que possível para sua cidade Natal para reencontrar seus parente e amigos.

*Agradecimento especial ao santantoniense, Djalma Melo.

Por: Tau Tourinho.

 “Quem vai gargalhar”: