Adversários políticos, o presidente Michel Temer e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitaram contatos na cerimônia de posse da ministra Cármen Lúcia como presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda (12).
Apesar de estarem no mesmo ambiente, os dois não se cumprimentaram, conforme a Folha apurou.
De acordo com autoridades ouvidas pela reportagem que também estavam no local, Temer e Lula ficaram um curto período numa mesma sala no tribunal. Enquanto um conversava com seus interlocutores, o outro permanecia distante.
Quando soube que Lula também iria à cerimônia, a equipe de Temer chegou a ficar preocupada com o constrangimento que poderia haver entre os dois. Como não havia o que fazer, a solução foi evitar um contato direto entre os dois.
Ao final do evento, Lula foi questionado se cumprimentou o peemedebista e se estaria disposto a se reunir com ele. Sem citar o nome de Temer, o petista disse que não vê problema em fazê-lo, mas que, neste momento, não há necessidade.
Para o ex-presidente, a prioridade do PT é se organizar e “reaprender a fazer oposição”.
“Se algum dia for necessário conversar com qualquer pessoa, eu conversarei. Não acho que (haja) necessidade neste momento. Acho que, primeiro, precisamos arrumar as coisas dentro do PT, discutir internamente o PT. Não tenho dúvida de que tem que ser partido de oposição, vai ter que reaprender a fazer oposição”, opinou.
Lula também afirmou que o impeachment de Dilma Rousseff deu ao Brasil a lição de que “falta muito para consolidar o nosso processo democrático”.
Para ele, o Congresso cassou o mandato de Dilma ciente de que ela não cometeu crime e, portanto, sem base legal. “O impeachment, consagrado apenas por conta de uma maioria política eventual, sem levar em conta a inexistência de crime de responsabilidade é crime, é grave”.
Fonte: Folha uol



