
Foto Alan Santos/PR
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seu chefe de gabinete, Onyx Lorenzoni (DEM), criticaram nessa quinta-feira (02) o “silêncio” do presidente da França, Emmanuel Macron, sobre os incêndios que assolam parte da Austrália. Bolsonaro ofereceu ajuda à Austrália para combater os incêndios que deixaram pelo menos oito mortos, sem dar detalhes.
“Macron falou alguma coisa (sobre os incêndios na Austrália) até agora?”, perguntou o presidente em sua transmissão semanal no Facebook. Macron foi um dos maiores críticos no aumento de desmatamento e o avanço de incêndios na floresta Amazônica em 2019. Já Greta foi chamada de “pirralha” pelo presidente e reagiu com ironia, colocando o termo em sua descrição no Twitter.
“Falou em colocar em dúvida a soberania da Austrália?”, acrescentou em relação às críticas feitas pelo presidente francês durante os incêndios na Amazônia em agosto e setembro.
Estes incêndios, causados em grande parte pelo desmatamento, causaram uma disputa entre o Brasil e a França que ainda não foi resolvida.
Bolsonaro acusou a França de “colonialismo” e reafirmou repetidamente a soberania do Brasil sobre a Amazônia, depois que Macron criticou a falta de resposta do Brasil à destruição de vastas áreas da maior floresta tropical do mundo.
Antes da transmissão, o chefe de gabinete, Onyx Lorenzoni, publicou no Twitter uma série de críticas em francês e português contra o “silêncio” de Macron.
“O mundo lamenta a tragédia dos incêndios na Austrália e as vidas perdidas, e o silêncio de Macron e dos verdes europeus é a prova de que nunca se tratou de preservação ambiental, e sim de ideologia e mentiras”, escreveu.
“Macron e os verdes atacaram o Brasil com fakenews apenas porque o Presidente é Jair Bolsonaro, o líder que não se dobra à agenda esquerdista”, acrescentou
Nesta quarta-feira, Lorenzoni denunciou o “silêncio ensurdecedor de Macron e da ‘Europa Verde'” sobre os incêndios na Austrália.
Em sua trasnmissão ao vivo no Facebook, Bolsonaro perguntou se a jovem ativista sueca Greta Thunberg, a quem ele descreveu recentemente como “pirralha”, se referiu aos incêndios.
“Está pegando fogo na Austrália e o Macron disse alguma coisa, falou em colocar em dúvida a soberania da Austrália? Aquela menina, pequeninha falou alguma coisa?”, indagou ao secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seifen, que o acompanhava na transmissão.
Diante da grande reação da comunidade internacional, o Brasil tentou em agosto minimizar a escalada de incêndios na Amazônia, e até Bolsonaro acusou as ONGs de causá-los.
Juiz de garantias
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nessa quinta-feira (02) que avalia como “difícil” a implementação do juiz de garantias, medida aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por ele, mas que vem sendo alvo de críticas de apoiadores do ministro da Justiça, Sergio Moro, que recomendou que Bolsonaro vetasse a proposta.
“Eu acho difícil a implementação do juiz de garantia. O problema está lá com o Judiciário, está lá com o Legislativo e vai ser decidido. Vai levar anos para ser decidida essa questão aí. Anos”, afirmou Bolsonaro em sua transmissão semanal ao vivo em uma rede social.
Apesar da avaliação, o presidente defendeu a criação do juiz de garantias, que será responsável por acompanhar a investigação e garantir que o devido processo legal esteja sendo seguido antes que o caso seja julgado por um outro magistrado.
A criação do juiz de garantia tem sido alvo de críticas dos que consideram que atrapalharia o combate à corrupção, como o realizado pela operação Lava Jato.
Alguns dos contrários à medida apontaram que ela foi sancionada por Bolsonaro para beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), seu filho, que é alvo de uma investigação sobre suposto desvio de recursos de salários de assessores quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Bolsonaro já havia negado anteriormente que a sanção visasse beneficiar o filho.
“O juiz de garantia, na minha análise, não é isso que a crítica bota para fora. Você tem que se colocar na situação das pessoas que algumas vezes encontra lá na base –em todas as profissões temos nossos bons e maus– cai na mão de um mau e fica complicado”, afirmou.
Tanto o senador quanto o presidente já criticaram o Ministério Público estadual do Rio de Janeiro, que investiga Flávio, assim como o juiz responsável pelo caso.
Cirurgia estética
Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada na noite desta quinta-feira para ir visitar a primeira-dama Michelle Bolsonaro no Hospital DF Star. Segundo informou a assessoria do Planalto, Michelle passou por “procedimento cirúrgico estético”.
A assessoria, contudo, ainda não divulgou do que se trata cirurgia realizada. Em julho, a primeira-dama também passou por procedimento no nariz para correção de desvio de septo no Hospital das Forças Armadas (HFA).
O presidente chegou adiantar o retorno para a capital federal para o dia 31 de dezembro para passar o réveillon com a esposa. A previsão inicial era que Bolsonaro só voltasse no dia 5 de janeiro.
Nesta quinta-feira, o chefe do Executivo não tinha agenda oficial prevista, mas recebeu pela manhã no Palácio do Planalto o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Para esta sexta-feira, 3, ainda não há compromissos oficiais previstos.
Fonte DomTotal




