
O Palácio do Planalto excluiu o jornal Folha de S.Paulo da cobertura do jantar entre os presidentes brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido) e o americano Donald Trump, na noite deste sábado (7), na residência de veraneio do republicano em Mar-a-Lago, na Flórida. Como o espaço de cobertura no local é limitado, a Casa Branca orientou o Itamaraty a selecionar 15 jornalistas, dos mais de 70 credenciados, para acompanhar o evento in loco. Segundo o Itamaraty, coube à Secretaria de Comunicação da Presidência fazer a seleção dos profissionais da imprensa que seriam incluídos no seleto grupo.
Na sequência, funcionários do Itamaraty ficaram responsáveis por telefonar para os repórteres selecionados para solicitar dados adicionais, como cidade de residência e informação de viagem nos últimos 30 dias, e repassá-las às autoridades americanas.
- Prefeito de Milagres destaca investimentos de Jerônimo nos municípios: “compromisso”
- Thiancle Araújo destaca investimentos do Governo da Bahia durante agenda em Itatim: "Obras estão sendo entregues"
- “Quem tem que brigar são as ideias, não as pessoas”, diz Elmar Nascimento durante evento com Jerônimo Rodrigues
Entre os selecionados, estavam repórteres das TVs Record, Globo, SBT, Band e EBC, dos jornais O Globo e Estadão, da rádio Jovem Pan, das agências Reuters e Bloomberg e do site Metrópoles — a lista completa de veículos selecionados não foi divulgada pelo Itamaraty.
A Folha de S.Paulo e seus repórteres têm sido alvo de críticas e ataques do governo. O jornal publicou reportagens em que mencionava o caso da Wal do Açaí, uma funcionária que constava da folha de pagamento do gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro mas que dava expedientes em sua loja de açaí na região de Angra dos Reis (RJ) e, outra, em que relatava o uso de disparos em massa de mensagens que beneficiaram a campanha do então candidato presidencial do PSL. (Terra)




