Regina Duarte fala em carta branca ao assumir Cultura e Bolsonaro cita poder de veto

Em cerimônia com pouco prestígio da classe artística, a atriz Regina Duarte assumiu nesta quarta-feira (04) a Secretaria Especial da Cultura do governo de Jair Bolsonaro.  A nova secretária prometeu pacificar a pasta e manter o diálogo constante com a classe cultural, a sociedade e o congresso, “o convite que me trouxe até aqui falava em porteira fechada e carta branca. Não vou esquecer não, hein presidente”, disse Regina, rindo.

Segundo o Globo, após a cerimônia de posse, Regina exonerou seis secretários, entre eles Dante Mantovani, presidente da Funarte, desagradando a ala olavista do governo. Ela aproveitou a ocasião para mandar um recado ao presidente Jair Bolsonaro, que acompanhou a solenidade.

Na plateia lotada, que tinha até área reservada para fã-clubes, viam-se poucos artistas, como as atrizes Maria Paula e Rosamaria Murtinho, o ator Carlos Vereza (que afirmou ter sido convidado para um cargo na secretaria) e o locutor de rodeios Cuiabano Lima.

Na sequência, Bolsonaro  pontuou que que ela passará por um “momento probatório” e afirmou ter certeza de que enfrentará bem esse período.

Antes de começar a cerimônia, Regina desceu a rampa de braços dados ao vice-presidente Hamilton Mourão, como uma noiva, enquanto Bolsonaro e sua mulher, Michele, seguiam na frente. Eles foram para o palco, onde estavam a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves; o ministro do Turismo,  Marcelo Álvaro Antônio, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; e o ministro da Casa Civil, Braga Neto.

Em sua fala, Bolsonaro aproveitou para falar da Lei Rouanet, um dos assuntos que mais o mobilizaram na Cultura desde a campanha à presidência.