
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reforçou nesta quinta-feira (25) sua campanha por uma anistia ampla, geral e irrestrita para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Em postagem no X (antigo Twitter), o parlamentar afirmou estar disposto a ir “até as últimas consequências” para alcançar o objetivo, prometendo que haverá “vitória ou vingança, mas não submissão”.
A declaração, que rapidamente acumulou milhares de interações, faz parte da estratégia de Eduardo de denunciar o que classifica como perseguição política. O discurso ecoa os esforços para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro entre os beneficiados por uma eventual anistia, afastando acusações de tentativa de golpe de Estado.
Na publicação, o deputado criticou “homens ocos, sem convicção” que se submetem a interesses materiais e citou indiretamente o filósofo Edmund Burke ao defender a necessidade de ação contra o mal. Segundo ele, apenas uma anistia irrestrita poderia restabelecer a justiça.
O posicionamento ocorre em meio a negociações tensas no Congresso Nacional. Enquanto parte do PL avalia propostas moderadas, como a redução de penas para os condenados, Eduardo rejeita alternativas parciais, classificando-as como “submissão”. A insistência do deputado, de acordo com aliados, pode dificultar avanços em acordos internos.
A retórica tem provocado reações divergentes: apoiadores consideram a anistia essencial para a estabilidade do país, enquanto críticos alertam que o tom de “vingança” ameaça a democracia. Líderes de esquerda acusam Eduardo de chantagear o país em nome da impunidade de golpistas.
Apesar das críticas, Eduardo mantém forte presença nas redes sociais e planeja intensificar o debate em viagens internacionais. Nos Estados Unidos, deve se reunir com aliados do PL, como o deputado Sóstenes Cavalcante, e associar a pauta da anistia a negociações econômicas.



