Flávio Bolsonaro diz que CPI para investigar relação de Moraes e Toffoli com Vorcaro é ilegal

A comissão foi protocolada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro - Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta para investigar a relação entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o empresário Daniel Vorcaro é ilegal. A comissão foi protocolada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Apesar de ter assinado o pedido, Flávio criticou duramente o autor da proposta. Em entrevista ao programa Central de Notícias, do SBT News, o senador afirmou que a CPI não poderia ser instaurada porque investigaria crimes comuns.

Segundo ele, o pedido teria sido feito apenas para gerar repercussão política. “Eu assinei, mas, com toda franqueza, o autor dela, o senador Alessandro Vieira, é um grande hipócrita. Ele faz esse tipo de pedido de CPI sabendo que não vai ser instaurada porque ela é ilegal. Você não pode instaurar uma CPI para investigar crimes comuns. Então ele faz para tirar uma onda”, declarou.

Durante a entrevista, Flávio também comentou sobre as eleições presidenciais e disse acreditar que o crescimento de sua candidatura nas pesquisas é um movimento “irreversível”. Apesar da confiança, afirmou que ainda não definiu quem será seu candidato a vice nem possíveis nomes para ministérios.

O senador ainda se posicionou a favor da possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. Para ele, a medida poderia fortalecer o combate ao crime organizado.

Flávio também criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de posse do presidente do Chile, José Antonio Kast. O Brasil foi representado no evento pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que levou uma carta do presidente brasileiro.

Para o senador, a ausência de Lula demonstra que o presidente colocou divergências ideológicas acima dos interesses do país. “Isso mostra o tamanho do Lula: pequeno. Alguém que deixa de ir à posse do presidente de um país com acordos comerciais com o Brasil coloca sua ideologia e teimosia em primeiro lugar”, afirmou.