
O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro alterou regras do INSS após solicitação do Banco Master, permitindo a expansão de um produto financeiro que posteriormente passou a ser investigado por suspeitas de fraude. As mudanças ocorreram em 2022, segundo documentos revelados por reportagem.
De acordo com as informações divulgadas pelo ICL Notícias, uma alteração normativa foi publicada 16 dias após o banco solicitar autorização para operar cartão consignado de benefício. A medida impulsionou o Credcesta, produto levado ao banco por Augusto Lima, que depois se tornou sócio de Daniel Vorcaro.
Inicialmente voltado a servidores públicos, o cartão passou a alcançar aposentados e pensionistas após novas normas do INSS. Com isso, o número de contratos saltou de 105 mil, em 2022, para 2,75 milhões em 2024, conforme dados do órgão.
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Segundo o site, a primeira mudança ocorreu em março de 2022, permitindo o uso do cartão, embora sem detalhar sua operação. Em junho do mesmo ano, após solicitação do banco, o INSS publicou regras mais específicas que viabilizaram o funcionamento do produto. Já o aditivo que incluiu o Credcesta no acordo foi firmado em julho de 2022.
A partir dessas alterações, o Banco Master teria ampliado rapidamente sua atuação. No entanto, investigações apontaram suspeitas sobre a legalidade das operações, incluindo cobrança de juros sobre juros e falhas contratuais.
Diante das irregularidades identificadas, a atual gestão do INSS decidiu não renovar o acordo com a instituição. Ainda segundo o site, a Polícia Federal investiga um possível esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios, e as apurações citam o ex-presidente do INSS José Carlos Oliveira como alguém que teria atuado no esquema.
A defesa de Daniel Vorcaro afirma que o banco seguiu as normas vigentes, enquanto o INSS não respondeu aos questionamentos recentes. Já a defesa do ex-gestor citado não foi localizada.
As informações são do ICL Notícias.




