
Os pedidos de criação de comissões parlamentares para investigar o caso envolvendo o Banco Master já mobilizam o apoio de 423 deputados e senadores, o equivalente a 71,2% dos membros do Congresso Nacional. O número reúne parlamentares que assinaram requerimentos para instalação de CPIs ou CPMIs voltadas à apuração do caso.
De acordo com levantamento divulgado pela CNN, foram protocolados oito requerimentos distintos solicitando investigações sobre o tema. No Senado Federal, cinco pedidos de CPI ou CPMI receberam o apoio de 64 senadores até 22 de maio, representando cerca de 79% dos integrantes da Casa. O número supera amplamente o mínimo de 27 assinaturas exigido para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito no Senado.
A análise considerou apenas parlamentares que estavam em exercício na data do levantamento. Não foram contabilizados suplentes que já haviam deixado o cargo nem congressistas afastados por decisão judicial ou motivos de saúde.
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Na Câmara dos Deputados, a adesão também foi expressiva. Ao todo, 359 deputados titulares assinaram requerimentos favoráveis à criação de uma CPI ou CPMI para investigar o caso.
Entre os primeiros pedidos apresentados está uma proposta de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito protocolada pelas deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna. Outros requerimentos semelhantes foram apresentados pelos deputados Lindbergh Farias e Rodrigo Rollemberg, além do senador Carlos Viana.
Também foram protocolados pedidos individuais de CPI pelos deputados Rogério Carvalho e Carlos Jordy, além dos senadores Eduardo Girão e Alessandro Vieira. O requerimento de Alessandro Vieira ganhou destaque por incluir, no escopo das apurações, os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Apesar da ampla adesão parlamentar, a instalação das CPIs e CPMIs ainda depende de decisão do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Cabe a ele definir a criação e o funcionamento das comissões de investigação.
Nos últimos dias, Alcolumbre reforçou que a definição da pauta do Congresso é uma atribuição exclusiva da presidência da Casa e sinalizou que outras matérias consideradas prioritárias seguem à frente dos pedidos de investigação.
“Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta. Peço a compreensão. Peço desculpa a Vossas Excelências por não atender à demanda solicitada por mais 11 congressistas nessa sessão em relação a outro tema que não estava previamente estabelecido na pauta de deliberação”, disse Alcolumbre.




