Deputado diz que Michelle Bolsonaro “tem sido atacada de forma covarde” por amigos de Flávio

Parlamentar criticou aliados de Flávio Bolsonaro, repudiou ataques à ex-primeira-dama e afirmou que a falta de união na direita pode favorecer Lula nas eleições.

Foto: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados

O deputado federal Otoni de Paula (PSD), aliado da família Bolsonaro, usou a tribuna da Câmara para sair em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após especulações e ataques pessoais. O deputado afirmou que Michelle “tem sido atacada de forma covarde” por amigos do enteado, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o deputado, as críticas chegaram ao ponto de surgirem insinuações sobre a vida pessoal da ex-primeira-dama.

“Elas têm sido atacadas vergonhosamente pelos amigos de Flávio Bolsonaro. Têm sido atacadas de forma covarde. Covarde! Ao ponto de, agora, um dos amigos de Flávio Bolsonaro insinuar que Michelle Bolsonaro tem casos extraconjugais, insinuar que Michelle Bolsonaro trai o presidente Bolsonaro. A que ponto nós chegamos? A que ponto de ataque covarde nós chegamos”, afirmou.

Durante o discurso, o deputado também criticou o que chamou de postura do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que esse tipo de situação acontece com quem decide discordar da família.

“Mas isso é o que sofre qualquer um que ouse discordar do clã Bolsonaro. É isso que sofre quem ousa bater de frente com o clã Bolsonaro, que hoje é o que há de pior na política brasileira. E a minha pergunta é: e o presidente Bolsonaro? Ele não está morto, mas parece que está. Ele está vivo. Como que ele não controla a própria família? Como que ele não controla os impulsos loucos e desvairados dos seus filhos? Como que ele não protege a própria mulher? Como que ele admite que seus parceiros lhe chamem de corno? Como? A que ponto? Se não querem respeitar uma mulher honrada como Michelle Bolsonaro, respeitem o líder que vocês chamam de líder.”, declarou.

Na parte final do pronunciamento, Otoni de Paula afirmou que a falta de união entre lideranças da direita pode favorecer uma nova vitória do presidente Lula (PT).

“Essa turma está programada para entregar o governo novamente ao Lula. O que eles só não querem é que surja uma nova liderança na direita. Se Lula for reeleito, já está no pacote. O que não pode ter é nenhuma nova liderança. E se essa liderança for a mulher do pai, eles vão matar também. Porque eles só não podem deixar é que alguém, sem o sobrenome Bolsonaro, se torne líder da direita brasileira. Nunca foi pelo Brasil, sempre foi pela família”, concluiu.