Uma praga conhecida como mosca negra tem sido a preocupação dos produtores rurais de Santo Antônio de Jesus e região. Esta praga causa danos diretos e indiretos aos citros, prejudicando o desenvolvimento e a produção das plantas. Em busca de amenizar essa infestação, o gerente da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), Luís Geraldo informou que eles tentaram evitar a chegada dessa praga, mas não tiveram êxito por falta de compreensão dos envolvidos na ação. “ Há dez anos nós fazíamos aqui em Santo Antônio de Jesus apreensão de mudas na feira livre e fomos criticados não só pelos produtores de mudas como também por alguns setores da imprensa que nós eramos pessoas sem coração porque estávamos tirando o sustendo daqueles produtores de mudas, na época o estado, ADAB e Luís Geraldo estavam presente., quem estava ausente foi justamente aqueles que precisam estar presente”, explicou. Segundo ele, essas medidas foram tomadas na época porque eles sabiam que essa praga ia chegar e para evitar era necessário a apreensão das mudas sem qualificação técnica. “Eram mudas produzidas de qualquer maneira em fundo de quintal. Quando a ADAB vai numa fazenda informar o que pode e não pode fazer é porque ela tá percebendo o problema, não é aleatoriamente. A mosca negra ataca tudo, é bem mais complexa de se combater”, pontuou. Ele informou ainda que na próxima semana a cidade irá receber dois técnicos que estarão buscando medidas para amenizar o problema. “Essa é uma área para agrônomo, mas o que já discutimos é que é praticamente impossível fazer a erradicação disso porque a mosca primeiro ela começou no citros, hoje ela já dá no abacateiro e em outras espécies de plantas , inclusive em algumas flores ela já se espalhou, em segundo lugar a gente depende de pulverização e isso depende de fatores climáticos, em terceiro lugar isso teria que ser feito por todos os produtores na mesma época e no mesmo tempo”, ressaltou.
Jéssica Oliveira/Blog do Valente




