SAJ: Vereador questiona valor de licitações no município, “R$ 1,6 milhão para quentinhas, quase R$ 800 mil para cadeiras e toldos. Um absurdo”

tom

O vereador Tom tem questionado acerca das licitações no município de Santo Antônio de Jesus. Para ele, não há necessidade de fazer licitações com valores altos próximo do final da gestão. “É uma coisa que nos preocupa muito, vemos ai o município passando por diversos problemas, falta de combustível para transporte escolar, para ambulâncias do SAMU e do município, carros do SAMU com pneus carecas, e aí a gente ver uma licitação de aproximadamente R$ 1,6 milhão para alimentos na Secretaria de Ação Social”, disse. Segundo ele, duas das cinco empresas foram vencedoras. Porém, foram as empresas com lotes mais caros. “O pregoeiro desclassificou as três que em todos os lotes tiveram o menor preço e deu como vencedoras duas empresas que acho que é ate da mesma família, uma diferença absurda no preço dos lotes. Lotes com menores propostas deram R$ 962.000,00 e o lote vencedor R$ 1,3 milhão, não houve negociação direta entre o pregoeiro e os licitantes. Por que o pregoeiro não se preocupou em mostrar que o preço de mercado é esse, por exemplo, no lote 3 de carne bovina, uma empresa apresentou a proposta de R$ 370.000,00 e a empresa vencedora apresentou R$ 570.000,00”, explicou. O vereador frisou que o Ministério Público será acionado e se preciso for, vai entrar na justiça para reverter à situação. Além dessas licitações, o edil questionou também sobre as licitações de mesas e toldos para um período de menos de dois meses para finalizar o mandato do prefeito Humberto Leite. “A UPA está fechada, se for preciso guardar o equipamento porque não guardar no próprio prédio da UPA. O que é que tem até dezembro para poder fazer licitação de cadeiras e toldos no valor de quase R$ 800 mil reais. Não é brincadeira, o povo vai ao posto de saúde e não encontra medicamento, nem transporte para poder ir à outra cidade fazer exames, sem transporte escolar por falta de combustível, salários de servidores atrasados. Vamos questionar e cumprir o nosso papel de fiscalizador. O dinheiro público tem que ser tratado com muita responsabilidade”, destacou.

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