‘Ali é o cemitério do bom-senso’, afirma Mandetta sobre Bolsonaro

Ex-ministro da saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta falou sobre a condução do presidente Jair Bolsonaro em relação a pandemia do coronavírus. Em entrevista a Zé Eduardo hoje (19), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele afirmou ser preocupante o cenário do país: “Vai ser muito difícil para a consciência dele”.

Segundo Mandetta, ele tentou orientar o presidente e ajudar o país, porém “via que ali não é fértil. Ali não cresce sabedoria, ali é o cemitério do bom-senso, ali é o buraco negro da tolerância, ali é o centro gravitacional de tudo que não deve ser feito. É mais um capítulo nessa ópera bufa, trágica, caótica que ele se meteu. E o pior: se tivesse se metido sozinho, a gente ia tentar ajudar, a gente tem que ajudar as pessoas (…). O problema é que o comportamento dele tá trazendo a doença pra todas cidades, todos os municípios”.

“A gente tá falando de vírus e olhando muito no individual. Ele (Bolsonaro) é tão míope, tão pequeno, que ele tá falando ainda da doença no indivíduo. Esse vírus ataca a sociedade. Ele ataca economia, educação, transporte público… A saúde é onde você vê mais a temperatura. Pode chegar a uma hora que ele pode matar o sistema de saúde, o que as pessoas chamam de colapso”, completou o ex-ministro.

Ao final da entrevista, o médico deu um conselho: “Tem algumas coisas que você pode fazer, que não custa nada, não custa dinheiro. Lave as mãos seis a oito vezes ao dia. Use a inteligência, se você precisa ir no mercado, não vai com seus filhos, vai uma pessoa só, faz a lista, compra e volta pra casa. Não aglomera (…), não se meta em aglomeração, fica de dois a três metros das pessoas. Essas distâncias já vai salvar milhares de vidas. E, tendo a oportunidade, vacina!”, concluiu.

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